pCloud: armazenamento vitalício na nuvem

pCloud surgiu em minha vida para sanar minha recém criada necessidade de armazenamento na nuvem. Nesse artigo vou relatar minha busca pessoal por um serviço confiável e estável, e por que esse serviço não é o Google Drive. Esse artigo não é pago. Poderia ser, mas não é.

Nos últimos 5 anos eu fui cliente fiel da Microsoft e do OneDrive, era minha escolha de armazenamento não apenas pelo preço, mas pelas vantagens que me dava: assinatura do Office, 60 minutos/mês no Skype e 1TB de armazenamento na nuvem. Eu assinava o plano família, que dava tudo isso para até 5 contas (uma assinatura Office e 1TB de OneDrive para cada conta), e que eu compartilhava com amigos e parentes.

Se fosse um mundo ideal, onde cada pessoa te desse R$ 10 por mês por isso, tudo bem. Mas no mundo real eu sei, e você sabe, que ninguém te dá 1 centavo nem pela sua assinatura Netflix que usam.

Adeus, OneDrive

Faltando 15 dias para renovação da assinatura anual do OneDrive, que eu pagava R$ 299 por tudo, recebo um e-mail informando que o novo valor seria de R$ 449. Um aumento de 50%. Não há nada que justifique esse aumento, nem mesmo o dólar aumentou 50% em 1 ano. Então qual a justificativa? Achei um aumento abusivo e decidi cancelar. Avisei a todos que usavam a assinatura que tinham até dia 1º de setembro para encontrar outra nuvem e uma alternativa ao Office.

Eu, particularmente, nem utilizava o Office. Não uso para o meu trabalho, assinava apenas pelo OneDrive, que foi a opção mais vantajosa por anos. Então a solução foi remover o Office e instalar o LibreOffice. Leve, gratuito, e com tudo o que eu preciso (quando preciso). Mas com o cancelamento também começou a busca por um armazenamento na nuvem que tivesse tudo o que eu precisava, e fosse parecido com o as facilidades que eu tinha com o OneDrive.

Procurei os serviços mais famosos, começando com Dropbox. Mas os preços, mensais e em dólar, na atual cotação, eram impraticáveis.

Google Drive: o maior NÃO

Tentei então o Google Drive. Na verdade, assinei logo de cara, depois de ver que no Dropbox não tinha condições. Tenho Android, então já tinha visto o app, sabia mais ou menos como era, apesar de nunca ter realmente usado. Então paguei R$99 pelo plano anual de 200 GB, porque tudo o que eu realmente precisava no momento eram 156 GB. E então eu percebi o erro.

Começou com o armazenamento, que não era apenas para o Drive. Eu tenho Gmail como meu único e-mail desde 2005. Esse armazenamento que eu estava pagando também contava com o usado pelo Gmail. Só nisso já descontava 9 GB.

O problema seguinte com o Google Drive foi o aplicativo para Windows, ou bem, os aplicativos, no plural. Isso porque eu fui baixar o app para instalar no computador, e descobri que há dois: Backup e Sincronização e Google Drive. Um vai substituir outro no futuro, mas então por que permitir que se possa baixar os dois? Baixei primeiro o Backup e Sincronização, sem ainda saber da existência do outro, e achei uma interface complicada, além da constante notificação de que ele seria substituído pelo outro.

Desinstalei e instalei o Google Drive. Ele tinha uma interface um pouco melhor e criou um disco virtual no meu computador, para que eu pudesse acessar os arquivos como se fosse uma unidade física. Gostei, mas meu Drive estava vazio, e a unidade dizia que eu tinha 70 GB ocupados. Como assim? Eu sei de 9 GB do Gmail, mas nunca usei mais nada. Abri o app no celular e não tinha nada, nem mesmo backup de celular. Nada que eu excluísse mudaria essa estatística de uso, e isso estava me impedindo de subir meus arquivos para o Drive, que dizia que não havia espaço suficiente.

E então foi quando vi o maior problema de todos do Google Drive: as fotos. As fotos são tratadas pelo Google de duas maneiras: se você sobe elas como arquivos para o Drive, elas serão tratadas como arquivos, não sendo exibidas no app Google Photos, que é independente.

O app Drive para smartphones não faz mais backup de fotos, para isso, precisa instalar o app Google Photos, ele fará o backup. Mas você não vai enxergar essas fotos no seu computador. Os apps não se conversam. Antigamente sim, mas quando o Google acabou com o armazenamento ilimitado e gratuito de fotos, eles fizeram essa mudança.

E agora que vem o melhor de tudo: se você copiar suas fotos do Drive pro Photos (ou vice-versa), mas não excluir de um dos serviços, vai contar como armazenamento duplicado. Ou seja, uma bagunça absurda!

Depois de lutar querendo ver minhas fotos tanto no celular quanto no computador, e depois de lutar tentando subir arquivos para o Drive, que dizia ter 70 GB usados de algum lugar, quando na verdade não tinha nada, eu desisti do Google Drive. Cancelei o serviço em menos de 12 horas depois de assinar e pedi reembolso. Me concederam o reembolso, pelo menos.

Então pesquisei um pouco mais e descobri a pCloud!

O que é pCloud?

pCloud é um espaço de armazenamento online seguro para todas as suas fotos e vídeos memoráveis, suas músicas favoritas e documentos pessoais e de trabalho. O serviço possui planos gratuitos de 10 GB, planos mensais ou assinaturas vitalícias, em que você paga uma única vez e nunca mais, por 500 GB ou 2 TB.

Nos computadores a pCloud cria uma unidade de disco virtual, para que você possa acessar seus arquivos facilmente, como se fosse um disco no próprio computador.

Possui aplicativo para Windows, macOS, Linux, Android e iOS. Nos celulares, o aplicativo faz backup automático de suas fotos e outras pastas que você quiser, direto para a nuvem. As fotos e arquivos podem ser sincronizadas com seu computador, ou acessadas sem sincronia (baixar para o computador).

pCloud: diferença entre backup e sincronização

Na pCloud há dois tipos de armazenamento, que você pode usar somente um ou os dois ao mesmo tempo: Backup e Sincronização.

A diferença entre eles é que a função de Backup é de uma só via, os arquivos só são enviados, até que você precise restaurar algo que apagou.

Já a Sincronização permite que você escolha pastas que serão enviadas totalmente para a nuvem, mas quando você modificar algo no computador, criar, excluir, renomear ou modificar um arquivo, ele sincronizará com a nuvem e todos os outros dispositivos que você usa. Se excluir algo da nuvem, será excluído de todos os dispositivos também.

Além disso, você pode apenas deixar coisas na nuvem, sem sincronizar ou fazer backup, para acessar quando precisar. Confira:

pCloud: prós e contras

Prós:

– Interface amigável;
– Velocidade de transferência;
– 14 milhões de usuários;
– Ótimas opções de planos: 500 GB e 2 TB;
– Aplicativo para todos os sistemas;
– Nos celulares e tablets, o app funciona como uma galeria, permitindo que você veja todas as suas fotos;
– Opções de backup de segurança para qualquer pasta, permitindo os backups serem acessados por até 1 ano;
– Plano vitalício, pagando apenas uma vez pra ter o serviço pra sempre;

Contras:

– Planos em dólar;
– A interface do app para computadores não tem português. Entrei em contato com a empresa e disseram que não está nos planos lançar a tradução em português :/

Quanto custa a pCloud

A pCloud tem 3 opções de planos:
Gratuito: com 10 GB de armazenamento e que você convidando amigos, pode ganhar mais 1 GB pra cada amigo que se inscrever.
Premium: 500 GB de armazenamento, podendo ser pago mensalmente ($ 4.99/mês), anualmente ($ 47.88/ano) ou vitalício ($ 175/uma única vez);
Premium Plus: 2 TB de armazenamento, podendo ser pago mensalmente ($ 9.99/mês), anualmente ($ 95.88/ano) ou vitalício ($ 350/uma única vez);

E o diferencial que me fez escolher a pCloud foi a assinatura vitalícia. Parece cara, e é, mas só precisa ser paga uma única vez. Ou seja, quanto dinheiro ela vai economizar em 10 anos? A verdade é que somos digitais, e precisamos cada vez mais de armazenamento. Então um plano vitalício me parece uma excelente opção.

Se para você pagar apenas uma vez também parece uma boa opção, assine agora a pCloud!

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William Pompeo

Web designer gaúcho que adora novidades, apaixonado pela tecnologia e por tudo que ela possa oferecer. Idealizador e editor do site ComprasImportadas.com

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